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domingo, 20 de dezembro de 2015

UMA ESTAÇÃO QUALQUER

O vento frio rasga minha pele,
A armadura não é tão forte assim.
A ira d’ uma peste,
Que me persegue,
E não traz o meu fim.

Cruzo desertos, montanhas e o próprio mar,
Os caminhos que, às vezes, me cegam.
A loucura febril a queimar
E o vazio, seu par,
Que Deus e o Diabo não me negam.

Não há flores, nem pássaros, nem céu!
A Terra toda virada ao avesso!
E num imenso fogaréu
O escarcéu
Dos meus Deuses feitos de gesso.

Aqui é mesmo o Inferno
E apesar de ferido a morte não me quer.
O sofrimento eterno,
Assim como o inverno,
É uma estação qualquer.

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