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quarta-feira, 30 de dezembro de 2015

PARA LONGE

Eu tive que voar para longe
Procurar um céu que fosse anil.
Supostamente sereno, feito monge,
Melancólico, como as chuvas de Abril.

O peso do mundo em asas cansadas,
O sol que não mais aquece.
As plumas, antes prateadas,
Agora são negras, da dor que me veste.

Sempre distante, sempre sozinho.
A alma em contraste com este lugar.
Perdido e errante nesses caminhos
Onde esperança não há.

O vento levou todos os sonhos
De mim, também voei para longe.
E depois de chorar tanto
Cessou as lágrimas, secou a fonte.

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