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domingo, 20 de dezembro de 2015

À PORTA

O que me falta para ser feliz,
Por favor, deus, me diz?
Eu ando pelas ruas, vazio,
Braços cruzados, sentindo frio;
A mente fechada – que ironia!
Quando aberta, sinto agonia.
Não dá mais para ser normal,
Cruzei os limites do bem e do mal.
Nem sei, ao menos, se ainda me quer.
Sou para ti, talvez, demônio qualquer.
Sou resultado dos dados que a vida lança.
Abandonei na porta minha esperança.

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