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quarta-feira, 19 de setembro de 2018

Abstrato...

Abstrato... Não pisei no chão que não vi...
Nem sei se andei, ou se cai.
Acordei longe, nem sei o tempo que passou.
Eu não estava aqui,
Não era minha a mão que me cuidou.

Cada brisa, cada brilho, cada fulgor...
Era menos verdadeiro que a dor.
Os olhos abertos, não sei... talvez não...
Talvez fosse apenas torpor
ou falta de ter um coração...

Abstrato... abstrato demais...
Nada é palpável... isso é paz?
Não sentir, não querer, não se importar...
Nada é real... e tanto faz.
Ando sempre em círculos... no mesmo lugar...