Eu me ajoelho no chão do banheiro,
Peço a Deus que me ajude uma vez mais
Não antes de ser tomado pelo desespero
A dor de um coração que nunca está em paz;
Constantemente sou tomado pela insônia
Se eu durmo, me assolam os pesadelos
Engulo comprimidos, álcool, misturo à amônia...
Meus ídolos nunca foram os melhores modelos;
Meu estômago queima, não respiro
O maior veneno, ainda assim, sou eu.
Penso em resolver tudo com um tiro
Mas não recebo permissão do meu Deus;
Ele disse que eu preciso sentir e sofrer
O mesmo tanto quanto eu impingi dor
O perdão precisaria vir de você
E mesmo assim não me livraria de quem sou:
Um nada, um arrogante, egoísta e mentiroso
Usurpador de tudo que possuo.
Das batalhas que travei não mereço despojo
Devo ser abandonado, sem amor e nu.
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terça-feira, 18 de julho de 2017
MINHA LEI
Eu preparei o teu fígado com vinagre e sal
E para os porcos joguei o teu coração.
Já bebi, antes, o sangue de seres do mal
Mas o teu prefiro derramar pelo chão;
É certo que a Terra se envenenará
Mas da mancha negra uma erva irá crescer
Daninha, feito víbora, sufocando tudo que alcançar,
Com tua alma aprisionada sempre a sofrer;
Teus ossos, agora limpos, pela fome dos cães,
Serão triturados com teu fígado há muito cozido.
E nos pesadelos de tua mãe
O teu crânio, repetidamente, sendo partido;
Maldito! Grita a Terra que teu sangue bebeu.
É chegada a hora de arrancar-te do solo.
E quando fecham-se os olhos de Deus
Mais três entes queridos teus eu degolo;
O sangue destes misturam-se as folhas da erva.
Teu fígado nos ossos foi temperado.
Tua alma ainda agoniza na Treva.
Este é o presente que Satã tem esperado;
Sem cerimônia alguma, ele a mim se apresenta,
Devora o banquete que eu, caprichosamente, lhe
preparei.
Tua alma, agora, conhecerás verdadeira tormenta
Esmagada, eternamente sem trégua, pelos punhos da
minha Lei!
Alquimista
A minha busca é uma transmutação invisível
Elevação da Alma pela Alquimia transcendental.
O encontro com o mundo indivisível
Que une os átomos na Força Primordial;
Eterno sonhador, também sou pastor de nuvens
Mesmo que seja eu que me perca no horizonte.
E ainda que as águas se turvem
Eu atravesso Estígios e Aquerontes;
Nem sempre escapo dos labirintos que ergui
Algumas vezes, até precipito-me no mar.
Descendo de Anunnakis e Anakins
Talvez por isso nunca encontrei meu lugar.
sábado, 20 de maio de 2017
निर्मित
Mas o que dizer quando causamos essa dor?
Causar a própria destruição é insano
É tão contrário a si e ausente de Amor
Como se o espírito estivesse em profundo topor.
Todo chão em que piso é feito de mágoa
Pelos punhos cerrados, quebrei o meu coração.
Entre os dedos, o futuro se esvai, feito água
Como reconstruir o que esmaguei com minhas mãos?
O que fazer para merecer o seu perdão?
O que aconteceu com minha pureza infantil?
Não há passo que eu dê ausente de culpa
Como restaurar a Alma que tornou-se vil
Se o que me resta são sombras e Tulpas?
Para os males que causei não existe desculpas.
sábado, 6 de maio de 2017
Lar
Eu caminhei até os pés sangrarem.
Não olhei para trás um momento sequer.
Como se fosse movido à engrenagens
Esmaguei meus sonhos e minha fé;
Deus me reprovava a todo instante.
A amargura destruindo a minha alma.
Mais uma vez de mim mesmo distante,
Consciência inquieta, não havia calma;
Minhas mãos tornaram-se pesadas e frias.
Frieza que congelou o meu coração.
Tornou-se escuro também o dia,
Não havia paz, impensável o perdão;
Eu pedi clemência e uma segunda chance,
Ciente que demônios devem queimar.
Nos punhos ficaram as marcas de sangue.
Além do Inferno, não mereço outro lar.
Não olhei para trás um momento sequer.
Como se fosse movido à engrenagens
Esmaguei meus sonhos e minha fé;
Deus me reprovava a todo instante.
A amargura destruindo a minha alma.
Mais uma vez de mim mesmo distante,
Consciência inquieta, não havia calma;
Minhas mãos tornaram-se pesadas e frias.
Frieza que congelou o meu coração.
Tornou-se escuro também o dia,
Não havia paz, impensável o perdão;
Eu pedi clemência e uma segunda chance,
Ciente que demônios devem queimar.
Nos punhos ficaram as marcas de sangue.
Além do Inferno, não mereço outro lar.
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