Eu me ajoelho no chão do banheiro,
Peço a Deus que me ajude uma vez mais
Não antes de ser tomado pelo desespero
A dor de um coração que nunca está em paz;
Constantemente sou tomado pela insônia
Se eu durmo, me assolam os pesadelos
Engulo comprimidos, álcool, misturo à amônia...
Meus ídolos nunca foram os melhores modelos;
Meu estômago queima, não respiro
O maior veneno, ainda assim, sou eu.
Penso em resolver tudo com um tiro
Mas não recebo permissão do meu Deus;
Ele disse que eu preciso sentir e sofrer
O mesmo tanto quanto eu impingi dor
O perdão precisaria vir de você
E mesmo assim não me livraria de quem sou:
Um nada, um arrogante, egoísta e mentiroso
Usurpador de tudo que possuo.
Das batalhas que travei não mereço despojo
Devo ser abandonado, sem amor e nu.
Marcadores
- Contos (7)
- Divagações (2)
- História (1)
- Lendas Sammah (1)
- Mitologia (1)
- Poemas (54)
- Poemas d'Amor (4)
- Sonhos (5)
terça-feira, 18 de julho de 2017
MINHA LEI
Eu preparei o teu fígado com vinagre e sal
E para os porcos joguei o teu coração.
Já bebi, antes, o sangue de seres do mal
Mas o teu prefiro derramar pelo chão;
É certo que a Terra se envenenará
Mas da mancha negra uma erva irá crescer
Daninha, feito víbora, sufocando tudo que alcançar,
Com tua alma aprisionada sempre a sofrer;
Teus ossos, agora limpos, pela fome dos cães,
Serão triturados com teu fígado há muito cozido.
E nos pesadelos de tua mãe
O teu crânio, repetidamente, sendo partido;
Maldito! Grita a Terra que teu sangue bebeu.
É chegada a hora de arrancar-te do solo.
E quando fecham-se os olhos de Deus
Mais três entes queridos teus eu degolo;
O sangue destes misturam-se as folhas da erva.
Teu fígado nos ossos foi temperado.
Tua alma ainda agoniza na Treva.
Este é o presente que Satã tem esperado;
Sem cerimônia alguma, ele a mim se apresenta,
Devora o banquete que eu, caprichosamente, lhe
preparei.
Tua alma, agora, conhecerás verdadeira tormenta
Esmagada, eternamente sem trégua, pelos punhos da
minha Lei!
Alquimista
A minha busca é uma transmutação invisível
Elevação da Alma pela Alquimia transcendental.
O encontro com o mundo indivisível
Que une os átomos na Força Primordial;
Eterno sonhador, também sou pastor de nuvens
Mesmo que seja eu que me perca no horizonte.
E ainda que as águas se turvem
Eu atravesso Estígios e Aquerontes;
Nem sempre escapo dos labirintos que ergui
Algumas vezes, até precipito-me no mar.
Descendo de Anunnakis e Anakins
Talvez por isso nunca encontrei meu lugar.
Assinar:
Comentários (Atom)