O céu reflete sua dor
Em cada lágrima que escorre do seu rosto.
E mesmo que já distante do horror
Amargo ainda é o seu gosto.
A sina que eu plantei
Foi regada a choro e muito maldade.
O que me tornei?
Perdi-me de mim durante as tempestades.
No espelho reconheço os olhos,
ainda que sem brilho, os seus choraram mais.
Sei do remorso que lhe dói
Mesmo sem olhar para trás.
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quinta-feira, 11 de julho de 2019
domingo, 20 de dezembro de 2015
ESTRELA
Quando você me escolheu Eu logo percebi
Que fazia tempo que Eu já lhe amava.
Eu estive sempre só, e foi aqui,
Dentro de mim, que este amor já lhe esperava;
Eu olhava para o céu lhe procurando
E todas as estrelas se apagavam.
Eu estive sempre só, me petrificando,
Porque suas idas e vindas não sessavam;
Eu, então, cruzei distâncias, lembra?
Eu não conseguia ficar assim, tão longe.
Eu estive sempre só, uma senda
Tornando-me, veja só, quase um monge;
Hoje, Eu estou aqui, muito embora
Eu esteja sempre disperso, sempre a esmo.
Eu estive sempre só, sem escora,
Procurando, sem êxito, por mim mesmo;
Eu fui sempre assim, arredio,
Mas não quero ser a razão de suas lágrimas.
É que eu estive sempre só, e meus brios
Compartilhados apenas à poucas páginas;
Eu amo você, amo acordar ao seu lado.
Seja minha âncora quando Eu ficar disperso.
Eu estive sempre só, mas é passado,
Você é a estrela que brilha em meu universo.
quinta-feira, 25 de setembro de 2014
INVERNO
Não deixe eu me acostumar com os seus gritos
Eles me jogam para longe do seu coração
Como se eu lutasse contra Grifos
Perco uma vida em cada arranhão;
Você diz que não vive sem mim
Mas no mesmo instante me chama de Inferno
Eu caio num abismo sem fim
E todas as estações se mesclam num inverno;
Às vezes eu sinto frio, sabia?
Lembra-se da última vez que eu chorei?
Cadê toda aquela magia
Que em você um dia
encontrei?
domingo, 26 de junho de 2011
APÓS A MORTE, QUEM DERA...
Faz tempo que este abismo me consome.
Desde o dia de tua partida
Sou sombra errante – sem nome;
Nem mesmo nos sonhos visitara-me mais
Será que esqueceste quem na vida te amou?
Ou será que nestas zonas abissais
Anjo algum jamais adentrou?
Sendo assim, em que adianta sentir
Essa saudade que meu espírito dilacera?
Quem me zomba? Quem sorri?
Não foi suficiente o que sofri sobre a terra?
Por que, após a morte, ainda existir?
Se ao menos de ti não lembrasse, quem dera...
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