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domingo, 20 de dezembro de 2015

AGOSTO

Ultimamente não tenho tido muitos sonhos
Durante a noite já não fico mais em prantos.
Ainda assim, às vezes, me assombro
Quando minha alma perde-se pelos cantos;

No meu peito habitava uma fera
E parece fazer tempo que ela me deixou.
Em seu lugar uma imensa cratera
Que pensamento algum jamais sondou;

A vontade de ficar só ainda existe
Apesar de algo em mim, ter mudado.
Por dentro ainda sou muito triste
Na vida nada tem me confortado.

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