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domingo, 20 de dezembro de 2015

ÉBRIO EM NOITES SÓBRIAS

Eu canto as mágoas que um dia eu tive
Na embriaguez que o vinho me traz
Quantas vezes irado, me contive
Com os olhos ardendo em furor tenaz;

A lua foi testemunha quando eu
Por várias vezes tentei me redimir
Mas minhas preces, o meu Deus
Não soube, não quis me ouvir;

Macilento, vaguei pelas sombras,
A bebida minha única companheira.
A vida errante já não me assombra

Ao contrário, hoje me pranteia!
E quando a tristeza me toma
Deixo-me cair em suas teias.

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