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quinta-feira, 13 de junho de 2019
Lugar Nenhum
Também fui ao outro lado, onde há um mundo avesso. Eu desci a rua de baixo e percebi que matei a Fera várias vezes. Como num dejavu cruzei o labirinto e, ao fim, esqueci o segredo. Como num véu, ficou encoberto. Como se fosse apenas um sonho. Mas a sensação de que algo se perdeu me acompanhará para sempre. Isso eu sei.
domingo, 9 de junho de 2019
Sonhos Mortos
Dentro de mim duas forças lutam
Nenhuma é má, nenhuma é boa
Mas o conflito me traz trevas
E um semblante taciturno.
Mato-me por dentro, e por fora
As pupilas se contraem
Feito as de um ser noturno.
Somadas às marcas da alma
A insatisfação que vem dia após dia.
Meus olhos brilham, e nos lábios
Carrego sempre um sorriso zombador.
O espírito frenético num corpo lânguido
Supostamente resistente a dor.
Para conter as trevas no peito
Respiro devagar, estagnadamente.
A luta continua enquanto
Todo o meu corpo se destrói.
Minha vida frágil também se perde
Nesse mundo externo
Onde não encontro meus heróis.
Nenhuma é má, nenhuma é boa
Mas o conflito me traz trevas
E um semblante taciturno.
Mato-me por dentro, e por fora
As pupilas se contraem
Feito as de um ser noturno.
Somadas às marcas da alma
A insatisfação que vem dia após dia.
Meus olhos brilham, e nos lábios
Carrego sempre um sorriso zombador.
O espírito frenético num corpo lânguido
Supostamente resistente a dor.
Para conter as trevas no peito
Respiro devagar, estagnadamente.
A luta continua enquanto
Todo o meu corpo se destrói.
Minha vida frágil também se perde
Nesse mundo externo
Onde não encontro meus heróis.
Tenah-Bromor
Reza a lenda que Drennus era um pai amoroso para com seus filhos: Antus, Deflagru e Ultramor - os quais ele gerou sozinho. Pois era Deus e ao mesmo tempo, Deusa, assexuado.
Drennus, tinha um irmão, que diferente dele era infértil, apesar de ser Deus também. Seu nome era Tenah-bromor. Ambos já foram um só no ventre da criação, mas no momento do nasceimento se dividiram, e apesar de gêmeos, em nada se pareciam. Enquanto Drennus era essencialmente bom, Tenah-Bromor era sisudo, invejoso, essencialmente mau. Este nunca fora contente com a felicidade de seu irmão, que era fonte da vida. Por isso Tenah se afastou de seu irmão e da luz que ele irradiava, tal como uma estrela. Porém, das trevas Tenah-Bromor sempre observava, e engendrava planos maléficos para seu irmão e sua prole.
Antus, o mais velho dos irmão, era arredio mas vigoroso. Não tinha um coração mal, porém seu espírito era orgulhoso. Deflagru era queixoso, mas sempre subalterno ao irmão mais velho. Uma fagulha de Antus sempre brilhou no coração de Deflagru. Já Ultramor, o mais jovem e pequeno, sempre foi distante dos irmãos. Seus olhos negros contrastavam com os olhos luminosos de seu pai, que sempre mostrou predileção por ele. Assim como Tenah-Bromor, o filho mais moço de Drennus era indiferente a família, sempre distante, e cada vez mais atraído para as trevas do desconhecido, desbravado apenas por seu tio. Drennus foi incapaz de evitar o abismo que se formava entre o seio familiar e seu filho predileto, que até mesmo em aparência, parecia-se com Tenah. Alguns contam que Antus e Deflagru foram gerados apenas de Drennus, mas o filho mais novo era fruto do incesto entre Drennus e Tenah (Tenah não era infértil, afinal). O certo que que o Deus Luminoso definhava, apagando sua centelha ao perceber seu filho o deixando. Antus resolve enfrentar seu irmão e trazê-lo de volta a presença do pai, mas instigado pelas trevas, que falavam contigo, Ultramor mata seu próprio irmão de maneira selvagem, brutal, devorando seu corpo e tragando sua essência o mesmo foi feito com Deflagru. Drennus sucumbiu logo após a morte de seu segundo filho diante de seus olhos, pelas mãos de seu favorito, que exalava o cheiro do mal, da morte... o cheiro de Tenah-Bromor. As trevas que falavam com Ultramor era o próprio Tenah-Bromor que se fortaleceu ainda mais com definhamento de seu irmão, se tornando um com toda a escuridão do universo. Seus tentáculos espectrais tentam até hoje apagar todas as estrelas do universo, assim como fez com seu irmão, para que reste apenas trevas. Ultramor é apenas um de seus cavaleiros, manipulado pelos cordões invisíveis de seu engenho do mal. Quando toda a luz for destruída, não haverá existência, apenas Tenah-Bromor, o inevitável fim.
Drennus, tinha um irmão, que diferente dele era infértil, apesar de ser Deus também. Seu nome era Tenah-bromor. Ambos já foram um só no ventre da criação, mas no momento do nasceimento se dividiram, e apesar de gêmeos, em nada se pareciam. Enquanto Drennus era essencialmente bom, Tenah-Bromor era sisudo, invejoso, essencialmente mau. Este nunca fora contente com a felicidade de seu irmão, que era fonte da vida. Por isso Tenah se afastou de seu irmão e da luz que ele irradiava, tal como uma estrela. Porém, das trevas Tenah-Bromor sempre observava, e engendrava planos maléficos para seu irmão e sua prole.
Antus, o mais velho dos irmão, era arredio mas vigoroso. Não tinha um coração mal, porém seu espírito era orgulhoso. Deflagru era queixoso, mas sempre subalterno ao irmão mais velho. Uma fagulha de Antus sempre brilhou no coração de Deflagru. Já Ultramor, o mais jovem e pequeno, sempre foi distante dos irmãos. Seus olhos negros contrastavam com os olhos luminosos de seu pai, que sempre mostrou predileção por ele. Assim como Tenah-Bromor, o filho mais moço de Drennus era indiferente a família, sempre distante, e cada vez mais atraído para as trevas do desconhecido, desbravado apenas por seu tio. Drennus foi incapaz de evitar o abismo que se formava entre o seio familiar e seu filho predileto, que até mesmo em aparência, parecia-se com Tenah. Alguns contam que Antus e Deflagru foram gerados apenas de Drennus, mas o filho mais novo era fruto do incesto entre Drennus e Tenah (Tenah não era infértil, afinal). O certo que que o Deus Luminoso definhava, apagando sua centelha ao perceber seu filho o deixando. Antus resolve enfrentar seu irmão e trazê-lo de volta a presença do pai, mas instigado pelas trevas, que falavam contigo, Ultramor mata seu próprio irmão de maneira selvagem, brutal, devorando seu corpo e tragando sua essência o mesmo foi feito com Deflagru. Drennus sucumbiu logo após a morte de seu segundo filho diante de seus olhos, pelas mãos de seu favorito, que exalava o cheiro do mal, da morte... o cheiro de Tenah-Bromor. As trevas que falavam com Ultramor era o próprio Tenah-Bromor que se fortaleceu ainda mais com definhamento de seu irmão, se tornando um com toda a escuridão do universo. Seus tentáculos espectrais tentam até hoje apagar todas as estrelas do universo, assim como fez com seu irmão, para que reste apenas trevas. Ultramor é apenas um de seus cavaleiros, manipulado pelos cordões invisíveis de seu engenho do mal. Quando toda a luz for destruída, não haverá existência, apenas Tenah-Bromor, o inevitável fim.
quinta-feira, 6 de junho de 2019
Ego
A minha distração
Torna-me alguém tão cruel
Quando estou absorvido em mim
Encontro interno um outro céu
No qual me esvaio, tragado enfim.
Dele retorno,
Nem sempre pelo mesmo caminho
Não percebia que o labirinto estava em mim.
Fincava na pele meus próprios espinhos
E fechava os olhos, fácil assim.
E quando acordei
percebi-me em tamanho pesadelo:
O meu mundo destruído por mim.
O que eu contruí, outrora com zelo
Nas minhas mãos chegava ao fim.
Eu fui um tolo,
Cego, inebriado em tamanha ilusão
Protegendo meu ego em veludo ou cetim
Sentia a dor em meu coração
Mas o mal que me consumia estava em mim
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