A densa Noite não me
esqueceu!
Em horas de insônia ela
grita meu nome.
Com um manto, um caduceu,
E nas taças, sangue para
matar a fome;
Saímos nós dois pelas
ruas
Embriagados da morte ao nosso redor.
Ao canto de musas
seminuas
Banhados de prazer e muito
suor;
A madrugada bela, quase
infinita,
Moldurando uma vontade
tão homérica.
De asas abertas,
destemidas,
Sobrevoando mares e
Américas;
Amante da Noite, filho
das Trevas,
Qual termo melhor me
definiria?
Minh' alma ainda se
conserva
Como antes de Deus haver
criado o dia.
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