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sexta-feira, 11 de dezembro de 2015

DESERTO



Num deserto eu tenho estado desde sempre.
O horizonte se confunde com o céu, sem estrelas.
Algumas vezes me deixei sorrir, de esperança.
Outras vezes, de tão escuro, não pude vê-las.

Mas eu me acostumei, com o deserto,
com a solidão. Um só, nós nos tornamos.
A vida me fez assim: de armadura,
fechado até mesmo para quem amo.

Superficialmente tornei-me frio e até cruel.
Mas insensível o meu coração nunca foi.
Por dentro, morri algumas vezes e só Deus sabe
como foi difícil ressuscitar depois.

E tenho sido assim desde então: Só
Porque não sei viver, não sei amar, não sei fingir.
O destino de pessoas como eu: o deserto
e o esquecimento depois de partir.

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