Eu que procurei, tantas vezes, ser sincero
Não reconheço o homem que me tornei.
Nas garras de um destino sempre severo
Perdi-me entre os males que plantei.
O céu, sem luz para me guiar,
Cansou de lamentar por minhas ações.
E a chuva, a única a me abraçar,
Parece me condenar em seus trovões.
Eu tento me esconder nas sombras,
mas as trevas são espelhos a me encarar.
O meu pecado me assombra,
Não encontro refúgio em nenhum lugar.
Eu quebro a cabeça, destruo a casa.
E, mesmo assim, a dor não se esvai.
Eu peço a Deus que me dê asas
E meus pés se prendem ainda mais.
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