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domingo, 20 de novembro de 2022

REALIDADE

 Eu que procurei, tantas vezes, ser sincero

Não reconheço o homem que me tornei.

Nas garras de um destino sempre severo

Perdi-me entre os males que plantei.


O céu, sem luz para me guiar,

Cansou de lamentar por minhas ações.

E a chuva, a única a me abraçar,

Parece me condenar em seus trovões.


Eu tento me esconder nas sombras,

mas as trevas são espelhos a me encarar.

O meu pecado me assombra,

Não encontro refúgio em nenhum lugar.


Eu quebro a cabeça, destruo a casa.

E, mesmo assim, a dor não se esvai.

Eu peço a Deus que me dê asas

E meus pés se prendem ainda mais.

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