Ela não acredita no que vê.
Deve ser por isso que não sabe voar.
Para ela Fé é o mesmo que crer
E carência o mesmo que amar.
Somos dois animais acorrentados.
Ela é dócil, domesticada.
Se contenta com os ossos
De uma vida fútil, entediada.
Mesmo que a vida me prive
De correr, voar e ser selvagem,
Eu sei que nasci para ser livre,
Fugidio como uma miragem.
Embora meu corpo, agora preso,
Nunca prenderam o meu espírito,
Que guarda ainda, não em segredo,
O meu EU sempre vívido.
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