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segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

PRAZERES CARNAIS

Eu não tenho essas necessidades mundanas
Talvez a vaidade seja meu único Mal.
Por vezes fico com a mente insana
Mas isso é de um outro Eu, surreal;

Sempre! Sempre fui dado a contradições
A pele sensível cobrindo um coração sombrio
E mesmo enfrentando ferozes leões
Nada era mais que Eu tão frio;

Eu não me nego aos prazeres carnais
Porém não sinto falta de tê-los.
Apesar de em vários sonhos matinais
Eu sentir a eletricidade em meus pelos;

Do mesmo modo não me assombram os vícios
Igualmente minha vontade os modera.
Em minha Alma não existe litígio
Mas do corpo é isso que o mundo espera;

Talvez Eu não seja desse universo
Ou apenas não me corrompi completamente.
Porque no espelho Eu vejo o inverso
Do vazio que meu espírito sente;

Será que a liberdade da Alma é a resposta?
Porque longe das substâncias talvez haja paz.
A vida e suas leis impostas,
A matéria realmente não me satisfaz.

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