Talvez a vaidade seja meu único Mal.
Por vezes fico com a mente insana
Mas isso é de um outro Eu, surreal;
Sempre! Sempre fui dado a contradições
A pele sensível cobrindo um coração sombrio
E mesmo enfrentando ferozes leões
Nada era mais que Eu tão frio;
Eu não me nego aos prazeres carnais
Porém não sinto falta de tê-los.
Apesar de em vários sonhos matinais
Eu sentir a eletricidade em meus pelos;
Do mesmo modo não me assombram os vícios
Igualmente minha vontade os modera.
Em minha Alma não existe litígio
Mas do corpo é isso que o mundo espera;
Talvez Eu não seja desse universo
Ou apenas não me corrompi completamente.
Porque no espelho Eu vejo o inverso
Do vazio que meu espírito sente;
Será que a liberdade da Alma é a resposta?
Porque longe das substâncias talvez haja paz.
A vida e suas leis impostas,
A matéria realmente não me satisfaz.
Nenhum comentário:
Postar um comentário