Eu acho que sabia de muito mais...
A incerteza nunca me consumia
Eu era seguro, me sentia em paz;
Quando foi que tudo mudou?
Eu não vi a estrada se curvar...
Será que eu mudei quem sou?
Quando será que vou acordar?
Eu não quero ser insensível!
Gosto de ser como eu era...
Assim eu me sinto invisível,
Ou desarmado numa guerra...
Já pensei que eu tinha asas
Hoje, estou
mais lúcido.
Ainda me transformo, na raiva,
Que some, mas não de súbito;
Mas não sei se eu era feliz
(Só me lembro de coisas tristes)
Também não digo que fui infeliz
Isso não me consiste!
É bem verdade que às vezes
O vazio me toma por completo.
E durante longos meses
Eu
fico a esmo e sem teto...
Tem sido muito difícil me abrir
Eu mesmo já não me dou ouvidos.
Talvez a vida que eu vivi
Tenha, aos poucos, me consumido;
Ficar em paz comigo mesmo,
Em paz com o mundo que me rodeia,
Será um sonho ermo?
Será ópio em minhas veias?
Porém, não é tão fácil se enganar
Mentir para si mesmo não é uma saída!
Embora eu goste de sonhar
Isso não facilita em nada minha vida...
Nenhum comentário:
Postar um comentário