Eu me ajoelho no chão do banheiro,
Peço a Deus que me ajude uma vez mais
Não antes de ser tomado pelo desespero
A dor de um coração que nunca está em paz;
Constantemente sou tomado pela insônia
Se eu durmo, me assolam os pesadelos
Engulo comprimidos, álcool, misturo à amônia...
Meus ídolos nunca foram os melhores modelos;
Meu estômago queima, não respiro
O maior veneno, ainda assim, sou eu.
Penso em resolver tudo com um tiro
Mas não recebo permissão do meu Deus;
Ele disse que eu preciso sentir e sofrer
O mesmo tanto quanto eu impingi dor
O perdão precisaria vir de você
E mesmo assim não me livraria de quem sou:
Um nada, um arrogante, egoísta e mentiroso
Usurpador de tudo que possuo.
Das batalhas que travei não mereço despojo
Devo ser abandonado, sem amor e nu.
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