Eu preparei o teu fígado com vinagre e sal
E para os porcos joguei o teu coração.
Já bebi, antes, o sangue de seres do mal
Mas o teu prefiro derramar pelo chão;
É certo que a Terra se envenenará
Mas da mancha negra uma erva irá crescer
Daninha, feito víbora, sufocando tudo que alcançar,
Com tua alma aprisionada sempre a sofrer;
Teus ossos, agora limpos, pela fome dos cães,
Serão triturados com teu fígado há muito cozido.
E nos pesadelos de tua mãe
O teu crânio, repetidamente, sendo partido;
Maldito! Grita a Terra que teu sangue bebeu.
É chegada a hora de arrancar-te do solo.
E quando fecham-se os olhos de Deus
Mais três entes queridos teus eu degolo;
O sangue destes misturam-se as folhas da erva.
Teu fígado nos ossos foi temperado.
Tua alma ainda agoniza na Treva.
Este é o presente que Satã tem esperado;
Sem cerimônia alguma, ele a mim se apresenta,
Devora o banquete que eu, caprichosamente, lhe
preparei.
Tua alma, agora, conhecerás verdadeira tormenta
Esmagada, eternamente sem trégua, pelos punhos da
minha Lei!
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