Eu caminhei até os pés sangrarem.
Não olhei para trás um momento sequer.
Como se fosse movido à engrenagens
Esmaguei meus sonhos e minha fé;
Deus me reprovava a todo instante.
A amargura destruindo a minha alma.
Mais uma vez de mim mesmo distante,
Consciência inquieta, não havia calma;
Minhas mãos tornaram-se pesadas e frias.
Frieza que congelou o meu coração.
Tornou-se escuro também o dia,
Não havia paz, impensável o perdão;
Eu pedi clemência e uma segunda chance,
Ciente que demônios devem queimar.
Nos punhos ficaram as marcas de sangue.
Além do Inferno, não mereço outro lar.
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