Antes
tudo era claro e exato
E
mesmo na escuridão havia certeza
Não
era necessário provar com tato
As
coisas eram o que eram, por natureza;
A
verdade inflexível e inexorável
Eu
mesmo centrado e incorruptível
Filho
do Átomo inquebrável
E, por
tanto, eu mesmo indivisível;
Mas
desviei-me sem ao menos perceber
O
caminho que se tornara um viés
Eu
fiquei vazio, a me perder,
Sem
controle sobre os meus pés;
Algo
me cegava e me prendia
Aos
poucos me tornei uma pessoa comum
A
alma no peito a ficar fria
Não
me encontro agora em lugar algum;
De
repente, num sonho, ou devaneio,
A
luz do archote surge para me guiar
Mas
o mundo real como um freio
Proíbe meu espírito de avançar...
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