Marcadores

quinta-feira, 25 de setembro de 2014

À BEIRA DO ESTIGE


Não mereço o céu, não mereço o inferno!
Não pesei sobre a terra em que piso.
Todos os dias, do verão ao inverno,
Nem tristezas, nem sorrisos;

Eu não sei o que é ajudar
Também Não sei se já fiz alguém cair.
Será que Eu fiz alguém sangrar?
Não me lembro de ter feito alguém sorrir;

Eu fui já antídoto ou mesmo veneno?
Acho que fui neutro, invisível demais.
Porque não vi nenhum aceno.
Nenhum barco esperava-me no cais.

Nenhum comentário:

Postar um comentário