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domingo, 26 de junho de 2011

APÓS A MORTE, QUEM DERA...





Alma branca, que iluminava minha vida
Faz tempo que este abismo me consome.
Desde o dia de tua partida
Sou sombra errante – sem nome;

Nem mesmo nos sonhos visitara-me mais
Será que esqueceste quem na vida te amou?
Ou será que nestas zonas abissais
Anjo algum jamais adentrou?

Sendo assim, em que adianta sentir
Essa saudade que meu espírito dilacera?
Quem me zomba? Quem sorri?

Não foi suficiente o que sofri sobre a terra?
Por que, após a morte, ainda existir?
Se ao menos de ti não lembrasse, quem dera...

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