Pés calejados pisam no chão frio
Enquanto lágrimas caem do rosto sofrido.
Em vão tem errado no vazio,
Em vão ele tem vivido.
O labirinto que ergueu foi sua prisão,
Afogado no mar que lhe trouxe até aqui.
E mesmo vencendo a ilusão
A serpente, esmagada, há de lhe ferir.
A profecia disse que ele cairá
Envenenado por quem tanto lhe amou.
Doze trabalhos e nenhum compensará,
Nem mesmo as feras que domou.
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