Meu caminho é solitário
Nem sempre me convenço do motivo.
Perco-me em caminhos ordinários
com a sensação de nunca estar vivo.
A ânsia, o medo, a dúvida
Sempre presente no âmago do espírito.
A sensação de estar em dívida
E não haver saída, condenado como Sísifo.
O horizonte sempre a chamar
Como se a liberdade não existisse aqui.
Sonhos se perdem jogados ao mar
naufragando as lembranças que nunca vivi.
Caruaru, 24 de abril de 2022
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