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domingo, 2 de outubro de 2022

DESTERRO

 Meu caminho é solitário

Nem sempre me convenço do motivo.

Perco-me em caminhos ordinários

com a sensação de nunca estar vivo.


A ânsia, o medo, a dúvida

Sempre presente no âmago do espírito.

A sensação de estar em dívida

E não haver saída, condenado como Sísifo.


O horizonte sempre a chamar

Como se a liberdade não existisse aqui.

Sonhos se perdem jogados ao mar

naufragando as lembranças que nunca vivi.


Caruaru, 24 de abril de 2022

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