A chuva molha todo o pátio,
As árvores góticas balançam ao vento
E do centro deste átrio
Voa solto, para longe, meu pensamento.
Lembro-me de quando não fui sincero
E dos pecados que moldaram quem sou.
Por dentro eu me desespero
Pelo pouco espírito que me sobrou.
Já não vejo a linha tênue que nos separa
do que é certo, errado ou justo.
O mundo real já não nos ampara
E assim vamos vivendo, a muito custo.
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