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sábado, 23 de julho de 2011

DEVANEIO V

Andava eu por entre abismos
Às vezes rastejando em frios desertos.
Na mente tosca, o pessimismo,
Pairando sempre por perto;


Uma Besta escondida me seguia
Vendo em mim o fim de sua fome.
Enquanto a noite se erguia
A Fera atacou rugindo meu nome!


Tinha o dobro do meu tamanho
Garras e dentes bem afiados.
O sangue escorreu feito um banho
Em meu corpo dilacerado;


Faltando-me pedaços, até mesmo na face,
o meu corpo não resistiu.
E depois de saciar-se,
Suja em meu sangue, a Fera partiu.

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