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sábado, 20 de maio de 2017

निर्मित

Dizem que o sofrimento nos tornam mais humanos
Mas o que dizer quando causamos essa dor?
Causar a própria destruição é insano
É tão contrário a si e ausente de Amor
Como se o espírito estivesse em profundo topor.

Todo chão em que piso é feito de mágoa
Pelos punhos cerrados, quebrei o meu coração.
Entre os dedos, o futuro se esvai, feito água
Como reconstruir o que esmaguei com minhas mãos?
O que fazer para merecer o seu perdão?

O que aconteceu com minha pureza infantil?
Não há passo que eu dê ausente de culpa
Como restaurar a Alma que tornou-se vil
Se o que me resta são sombras e Tulpas?
Para os males que causei não existe desculpas.

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sábado, 6 de maio de 2017

Lar

Eu caminhei até os pés sangrarem.
Não olhei para trás um momento sequer.
Como se fosse movido à engrenagens
Esmaguei meus sonhos e minha fé;

Deus me reprovava a todo instante.
A amargura destruindo a minha alma.
Mais uma vez de mim mesmo distante,
Consciência inquieta, não havia calma;

Minhas mãos tornaram-se pesadas e frias.
Frieza que congelou o meu coração.
Tornou-se escuro também o dia,
Não havia paz, impensável o perdão;

Eu pedi clemência e uma segunda chance,
Ciente que demônios devem queimar.
Nos punhos ficaram as marcas de sangue.
Além do Inferno, não mereço outro lar.

segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

FRAGMATAREDESTRUIR



(Killrendestroyfrag - B.a.r.f. - versão de Cícero Silveira)

Ele não pode mais esperar
O confronto se aproxima
O futuro da raça esquecida
Nas mãos de Deus, mentiras.

O maioral saca sua arma
Seu grito de guerra é forte
Seu ataque é selvagem
Seu gancho é o beijo da Morte

Seu coração bate como um atirador
Jamais sentiu remorso do que fez
Ele corta, ele esmaga, ele mata
Mais uma vez, mais uma vez

Racha, quebra, atravessa
Amputa, lacera, castra
Talho, ensanguentado, carnificina
Abate, estropia, massacra

De monte os cadáveres caem
Sua arma e corpo, como um, estão unidos
Perdendo sua identidade
Hinos sagrados trovejam em seus ouvidos

Ele não é mais um homem
Ele é a essência universal
Ele é a encarnação da Morte
Na sua face um sorriso mortal

Racha, quebra, atravessa
Amputa, lacera, castra
Talho, ensanguentado, carnificina
Abate, estropia, massacra

Em seis dias, o clique de sua arma vazia
Anuncia o genocídio com certeza
O fedor de corpos apodrecidos
Nunca mais deixará a atmosfera do planeta

O fedor agora e sempre
Tira o seu fôlego

Fragmataredestruir