Dentro de mim duas forças lutam
Nenhuma é má, nenhuma é boa
Mas o conflito me traz trevas
E um semblante taciturno.
Mato-me por dentro, e por fora
As pupilas se contraem
Feito as de um ser noturno.
Somadas às marcas da alma
A insatisfação que vem dia após dia.
Meus olhos brilham, e nos lábios
Carrego sempre um sorriso zombador.
O espírito frenético num corpo lânguido
Supostamente resistente a dor.
Para conter as trevas no peito
Respiro devagar, estagnadamente.
A luta continua enquanto
Todo o meu corpo se destrói.
Minha vida frágil também se perde
Nesse mundo externo
Onde não encontro meus heróis.
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