Ainda fico impressionado
com o vigor, que atlas,
Sobre seus ombros,
suportou o universo.
Eu tão só sustento minha
vida, que, por vezes,
É fardo que eu desejo ter
disperso.
Não fosse deus, nesses
momentos,
Eu já teria desabado,
sobre mim mesmo.
Pobre atlas, que sofria
mais que eu,
Como no inferno, de
esperança ermo.
Ainda assim, eu sinto a
dor que me abate.
Meu corpo é físico, nem
sempre estou uno.
A matéria se condensa e
apesar da verdade
Eu me encontro taciturno.
“andas triste por algo
que a tristeza não merece.”
_assim fala krishna em
meu coração.
Mais uma vez eu penso em
atlas:
Apesar de Héracles, sua
tristeza não teve razão?
Eu também sei que tenho
meus guardiões,
Apesar de nem sempre eu
me lembrar.
Já sobrevivi a tantas
mortes
Que o sansara deve ter
parado de girar.
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