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quinta-feira, 13 de março de 2014

O PESO DO UNIVERSO

Ainda fico impressionado com o vigor, que atlas,
Sobre seus ombros, suportou o universo.
Eu tão só sustento minha vida, que, por vezes,
É fardo que eu desejo ter disperso.

Não fosse deus, nesses momentos,
Eu já teria desabado, sobre mim mesmo.
Pobre atlas, que sofria mais que eu,
Como no inferno, de esperança ermo.

Ainda assim, eu sinto a dor que me abate.
Meu corpo é físico, nem sempre estou uno.
A matéria se condensa e apesar da verdade
Eu me encontro taciturno.

“andas triste por algo que a tristeza não merece.”
_assim fala krishna em meu coração.
Mais uma vez eu penso em atlas:
Apesar de Héracles, sua tristeza não teve razão?

Eu também sei que tenho meus guardiões,
Apesar de nem sempre eu me lembrar.
Já sobrevivi a tantas mortes
Que o sansara deve ter parado de girar. 

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