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sexta-feira, 11 de dezembro de 2015

SANSARA



Às vezes, o mundo se avessa
E pareço perder-me em nostalgia
A inexperiência rota me atravessa
Deixa minha mente imersa em letargia;

O que aconteceu com a austeridade
cognitiva que adquiri em estações passadas?
Meu coração, na fragilidade,
Se desmancha, e eu não sinto mais nada;

Bruto, a circunstância me molda
Embora Deus tenha me feito terno.
A vida com lâminas me poda;

Protegido deveria ficar meu Eu interno
Mas ainda preso nessas cordas
O Sansara me brinda com mais um inverno.

NIRVANA





Krishna trouxe-me paz ao coração
Enxerguei um mundo melhor e fiquei tranquilo
Distanciei-me dos viés da ação e não-ação
E não precisei fixar-me em nenhum trilho;

Cristo aconselhou-me em silêncio
Como Sidarta, tocou-me com sua doutrina
Não mais preocupo-me com acúmulos e dispêndios
O vento que derruba casas, também ondeia crinas;

Encontrei a Razão no mundo e em mim
Assim fiquei contento, e meu espírito em paz
Toda a minha vida levou-me a este fim:

Seguir o meu caminho, sem olhar para traz
A minha mente condiz
Com o que a alma quer, e o corpo faz.